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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Júri do caso Itaíba chega ao terceiro dia

Do G1/PE
O terceiro dia do julgamento de três acusados de matar o promotor Thiago Faria Soares, em Itaíba, em outubro de 2013, começou por volta das 10h desta quarta-feira (26). A sessão acontece desde segunda (24) no Fórum Artur Marinho, na sede da Justiça Federal de Pernambuco, no bairro do Jiquiá, Zona Oeste do Recife.
Nesta quarta, serão ouvidos os réus: José Maria Pedro Rosendo Barbosa, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva. Não há uma previsão de horário para a sessão terminar. O julgamento deve durar até o fim da semana. O primeiro a falar é José Maria, apontado como mandante do crime.
Segundo dia
Na terça-feira (25), segundo dia do júri, foram concluídos os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. O mais aguardado, no entanto, era a explanação do perito federal Carlos Eduardo Palhares Machado, que afirmou que os laudos da Polícia Federal e a simulação 3D feita durante as investigações estão de acordo com o depoimento prestado por Mysheva Martins, noiva do promotor à época em que ele foi morto. [Veja vídeo acima].
"A sequência dos sete disparos se compatibiliza com o depoimento de Mysheva", declarou. O perito federal também disse que os laudos anteriores, feitos durante a investigação da Polícia Civil, apresentavam erros na quantidade, ordem e posição dos tiros. Na ocasião, a perícia estadual mostrava que o depoimento de Mysheva, principal testemunha do crime, era "incompatível" com os laudos.
O trabalho da perícia federal, no entanto, revelou "a inconsistência dos laudos anteriores". "O primeiro disparo só seria possível com o atirador com o corpo para fora do carro, o que compatibiliza com o depoimento de Mysheva", frisou o perito, que detalhou, ainda, que o laudo da PF evidenciava a noiva do promotor também como alvo.
Em meio ao depoimento, Palhares exibiu fotografias do crime e imagens de reproduções simuladas do assassinato. Ele elogiou o registro fotográfico feito pela perícia estadual.
Antes dele, depuseram as testemunhas de defesa. Audálio José dos Santos e Paulo Ferreira dos Santos, pai e irmão, respectivamente, de Adeildo Ferreira dos Santos, acusado de executar o crime, alegaram que o réu não sabe manusear armas nem dirigir.
Mais cedo, pela manhã, Carlos Ubirajara, cunhado de outro réu, José Maria Pedro Rosendo Barbosa, afirmou desconhecer sua fama de violento e os crimes atribuídos a ele.
Segundo o promotor André Rabelo, que acompanha o julgamento, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) temia pela vida do promotor e, por isso, a vítima chegou a ser transferida compulsoriamente para o município de Jupi, na mesma região, mas foi assassinada um dia antes de se mudar.
Fonte do Blog do Magno Martins.

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