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sábado, 14 de janeiro de 2017

Mãe de criança, investigada por suspeita de afogamento, dá sua versão para tragédia

“Deixe Deus para me julgar. Se eu merecer, é ele quem vai me julgar”

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Ao fundo, bacia usada pela mãe para ilustrar, segundo ela, a distância da criança em relação aos pais no dia da tragédia – Fotos: Gilson Fernandes
Nesta sexta-feira (13) a equipe do Blog do Ney Lima e da Rádio Polo FM entrevistou, com exclusividade, a senhora Marilene Edite Batinga, mãe do garoto Jadeilson Sebastião Batinga de Lima, de 04 anos.
A criança, que possuía necessidades especiais, faleceu em 03 de janeiro em Santa Cruz do Capibaribe, onde levantou-se a suspeita de afogamento pela polícia já que, no momento da tragédia, Jadeilson (foto abaixo) estaria tomando banho em uma bacia.
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Jadeilson foi levado para a UPA 24h do município no dia do fato e lá foi diagnosticado o óbito. O caso, que gerou grande repercussão na região, está sendo investigado pela Polícia Civil e a mãe foi novamente convocada na quinta-feira (12) para prestar depoimento na delegacia.
A hipótese de afogamento é contestada pela família e também por vizinhos onde o fato aconteceu. Documentos apresentados pela família apontam que o motivo que a causou a morte da criança precisa ser esclarecido, onde fica a expectativa para que o laudo do IML, que apontará a real causa da morte, seja concluído em cerca de 20 dias.
Confira os principais momentos da entrevista:
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A versão da mãe para a tragédia

A mãe contesta a suspeita de afogamento que fora apontada no dia do fato. De acordo com ela, a quantidade de água que existia na bacia onde a criança tomava banho não seria suficiente para que a mesma se afogasse.

“O tanto de água que tinha não dava para ele morrer afogado. Vamos esperar esse exame sair e aí vamos ver que problema deu para calar a boca de muita gente. Quem tem boca, diz o que quer, mas na hora “H”, ninguém quer provar” – disse.

A mãe não falou sobre do que a criança poderia ter morrido.
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A informação de que a criança teria caído na bacia

Questionada sobre a informação de que ela estaria dando banho na criança e que ele teria escorregado e caído na bacia, ela afirmou:

“O que eu tenho a falar é que ele só tomava banho sentadinho na bacia, porque eu não podia com ele, botar ele nos braços para dar banho nele. Ele era grande, como mostrei as fotos a você. Você tirou a foto da água, tirou fotos da distância (alegada de onde os pais supostamente estariam para a criança)… É aquele ditado: quem tem boca, diz o que quer; mas vamos provar com os exames” – pontuou.

Ainda de acordo com a mãe, no momento do incidente, ela e o pai da criança (Jocildo Sebastião de Lima) estavam almoçando e ela alegou que os dois se revezavam para olhar a criança na bacia.

“O pai olhava e eu almoçava. Quando eu não olhava, o pai olhava e quando o pai não olhava, eu olhava. As meninas (filhas do casal) estavam tudo pertinho” – destacou.

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O questionamento do delegado no novo depoimento

Questionada sobre o que o delegado Dr. Victor leite perguntou durante a realização do novo depoimento, a mesma respondeu:

“Não sei o que ele queria saber. Ele fez umas perguntas lá… Perguntou se eu tinha algum problema ou tinha algum papel de médico. Mostrei a ele tudinho e perguntei a ele se ele queria ligar para o médico (pediatra da rede pública que acompanhava a saúde da criança segundo a mãe). Ele (o delegado) perguntou se eu tinha um telefone e eu disse que “Tenho; quer ligar para ele? Você conversa com ele.”. Ele pediu e eu dei o telefone. Ele ligou, conversou com o médico e ficou de se encontrarem na segunda-feira (16). O médico sabe desde o nascimento dele o problema que ele tinha” – disse.

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Laudo do IML e informação de que a morte teria sido causada por descuido

A mãe voltou a enfatizar que espera o laudo final do IML sobre o caso e provar que não houve afogamento. Já sobre a informação, dita mesmo em matérias gravadas com o delegado de que a morte poderia ter sido causada por “dois minutos de descuido”, ela foi enfática:

“Nunca me descuidei de meu filho. Eu não ia chegar e deixar meu filho morrer assim, afogado. Eu sabendo que, se eu colocasse muita água, eu acho que estava botando para matar ele. Eu nunca botei muita água e como é que eu ia chegar e tirar minha própria vida?! Ele era tudo para mim; era a luz do meu dia” – disse.

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O acompanhamento médico e críticas recebidas

De acordo com a mãe, o médico pediatra, identificado por Dr. Márcio, era quem fazia o acompanhamento do mesmo. A mãe falou que aguarda com expectativa o depoimento do profissional de saúde ao delegado.
Sobre comentários que alegou estar ouvindo de que ela ou o marido seriam, supostamente, culpados pela tragédia, ela completou:

“A pessoa dizer o que quer, é muito bom. Quem for mãe e quem for pai, não julgue porque; deixe Deus para me julgar. Se eu merecer, é ele quem vai me julgar. Agora quem for mãe, pai e tiver família, não julgue ninguém não, porque só quem sabe o que estou passando, a dor que eu sinto hoje e que não passa mais nunca… Só tem um médico que vai curar essa dor em cima de mim, que é Deus” – concluiu.


Ouça a entrevista na íntegra, concedia ao repórter Gilson Fernandes:

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