“Eu tinha por incumbência gerar os recursos que me eram solicitados e aprovados pelo acionista principal da empresa, e esses recursos eram solicitados pelos acionistas e diretores da empresa”, afirmou Tânia, como testemunha de acusação contra Cabral, Carlos Miranda e outros réus, em ação penal sobre propinas ao peemedebista de R$ 2,7 milhões, em contrato das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
“Eu então gerava esses recursos e na medida da possibilidade de viabilizar esses recursos eu repassava o valor fixo mensal ao senhor Carlos Miranda”, explicou Tânia. Ela colaborou com a força-tarefa da Lava Lato em uma leniência.
O procurador da República Athayde Ribeiro Costa quis saber da testeunha qual era a sistemática de entregas de propinas para o emissário de Cabral.
“Esse valor fixo mensal, a princípio, era R$ 200 mil mensais, que permaneceu por uns dois a três anos e depois passou para R$ 500 mil mensais.”
A colabora detalhou como Carlos Miranda ia até a sede da Carioca para retirar os valores. “Ia justamente para receber esses recursos.”
“Todos mês ele ia lá receber. (O valor) Variava , porque nem sempre existia a disponibilidade desses recursos, então, entregava um pouco menos, um pouco mais.”
Carlos Miranda é suspeito de controlar a ‘contabilidade paralela’ do..
Fonte do Blog do Magno Martins.
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