EXCLUSIVO
O editor deste blog conversou, com exclusividade, com o secretário de Defesa Social do Estado de Pernambuco, Ângelo Fernandes Gioia (foto). Em pauta, o problema da insegurança pública no estado, sobretudo em cidades importantes a exemplo de Santa Cruz do Capibaribe.
Durante a entrevista, o secretário falou sobre temas importantes e polêmicos. Entre eles estão o aumento da violência no Estado, a proibição de greves nas polícias e demais setores da segurança pública, o aumento previsto nos efetivos das Polícias Militar e Civil e também da instalação de um novo Batalhão Especializado na cidade de Caruaru, que também deve atender outras cidades.
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Proibição judicial de greves por parte de policiais
Sobre este ponto, o secretário falou sobre a decisão do STF, que considerou como inconstitucional o direto a greve por parte de policiais civis e demais setores públicos que lidam diretamente com a segurança pública.
De acordo com ele, a determinação judicial resgataria algo que já estava previsto na Constituição Federal e citou que o governo estadual deu ganhos as tropas, reestruturou carreiras, investiu em equipamentos entre outros.
“Estamos oferecendo ganhos a tropa, ganhos financeiros e de equipamentos. Quando se fala em ‘proibir a greve’ ou ‘evitar a greve’, é porque é algo ilegal e até imoral. É imoral em que sentido? O governo está sensível aos problemas da tropa e está adotando medidas efetivas de modo a corrigir distorções. Não se pode apostar na anarquia, no caos, no desprezo a vida e na falta de cuidados com a população. Quando se faz concurso para polícia Militar, Bombeiros e Polícia Civil, você adere a um regime jurídico previamente conhecido” – disse.
O secretário negou que haja coletes vencidos ou falta de viaturas para os efetivos do Estado.
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Aumento de efetivos nas polícias para 2017
Durante a entrevista, o secretário foi questionado sobre o anúncio, feito pelo governador Paulo Câmara (PSB), da formação de novos 1500 policiais para este primeiro semestre.
Questionado se esse número seria suficiente para compensar os policiais que vão para a reserva e as demais deficiências nos quadros, ele afirmou reconhecer as deficiências e disse também que, também no segundo semestre, estão previstos o incremento de mais 1200 novos policiais e também aproximadamente 900 policiais civis, além de trazer 800 policiais aposentados para realização de funções administrativas, para aumentar efetivos nas ruas.
“Até o final do ano, teremos aí pouco mais de 5 mil novos servidores a disposição da segurança pouca. Isso não é pouco considerando o ambiente de crise que passa o país. Fora isso, novos equipamentos estão chegando e, nos próximos dias, o governador fará anúncio público dessas novas medidas” – pontuou.
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Incremento de policiais no 24º BPM e reforço de efetivo a Santa Cruz com novo Batalhão Especializado
Questionado sobre a insegurança enfrentada pela população que é atendida pelo 24º BPM, o secretário enfatizou que o Batalhão passará por uma reestruturação. Segundo o mesmo, haverá aumento de policiais, de equipamentos, novas motos e o Batalhão Especializado (BEPI) também estaria dando apoio.
Ainda segundo o secretário, nos próximos dias, haverá um “Esforço Concentrado” das polícias Militar e Civil na região, com foco nos homicídios cometidos recentemente e destacou o novo batalhão que deve ser implementado em Caruaru. Gioia citou também que parte desse novo efetivo também deve servir a Santa Cruz.
O secretário também destacou algumas ações, que, segundo ele, já começaram a surtir efeito contra a criminalidade, destacando a Operação Feira Forte, com foco em evitar assaltos a veículos com sulanqueiros que se dirigem ao Polo de Confecções. Gioia também enfatizou que virá a Santa Cruz do Capibaribe, mas não especificou uma data para essa visita.“Vocês sabem que Caruaru receberá um batalhão especial, com tropa qualificada que, em parte, também atuará em Santa Cruz. São várias ações de curto e médio prazo que vão impactar na redução de criminalidade em Santa Cruz e nos municípios que fazem parte do Agreste Setentrional. Não são medidas a longo prazo; ao contrário disso. Estamos trabalhando e temos consciência que os números não são satisfatórios, mas não podemos mentir a população quanto as dificuldades que enfrentamos” – frisou.
Ouça a entrevista na íntegra:
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