| No dia 5 de abril, a fisioterapeuta foi encontrada morta no flat em que morava, em Boa Viagem. Foto: Reprodução/ Facebook |
O primeiro texto diz “Matei a Mirella sob estado de loucura. Perdi a cabeça”. Outro post traz a frase “Sei que estou em trevas, na escuridão dessa prisão, mas sei que o meu senhor não suporta mais minhas lágrimas e vai dar minha vitória um dia. Amém”, diz o texto.
Uma outra postagem sugere problemas psicológicos como causa do crime. “Continuem orando por mim. Quero provar que eu tenho problemas psicológicos por eu ter cometido aquela loucura. Quero passar apenas 10 anos recluso e depois irei me redimir”.
A desconfiança em relação a esses supostos problemas pode provocar mais um revés para Edvan na Justiça. Dois amigos que preferiram não se identificar informaram ao Diario que se recusaram a depor como testemunhas de defesa, “por não acreditar em loucura no caso dele, o que, consequentemente, invalidaria a inocência”. As visitas ao detento, inclusive, teriam diminuído por parte dos amigos. Eles afirmam que Edvan Luiz já está bastante entrosado com outros reeducandos, participando inclusive de jogos de futebol. Os posts já foram retirados do Facebook.
Por nota, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informou que “após revistas realizadas na cela e apuração interna no presídio, foi constatado que a página no Facebook é falsa”.
Em 5 de abril, a fisioterapeuta Tássia Mirella foi encontrada morta, sem roupa e com ferimento à faca no pescoço, na sala do flat em que morava, no 12º andar de um edifício em Boa Viagem. Edvan virou o principal suspeito porque tinha manchas de sangue na porta do seu apartamento, era vizinho da vítima e foi o único morador que se negou a receber a polícia. Ao entrar no imóvel dele, os policiais também verificaram a presença de vários arranhões em seu braço. Edvan foi indiciado por estupro e homicídio qualificado, incluindo feminicídio.
Fonte do Diário de Pernambuco.
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