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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mal entendido – Tumulto gerado após denúncia contra jovens portando armas de airsoft é esclarecido pela polícia

Após liberados, jovens falaram sobre o mal-entendido, o descuido e o susto que passaram e causaram – Foto: Fernando Lagosta
No final da noite deste domingo (04) teve o desfecho, na delegacia de Santa Cruz, de uma situação que teve como início a partir de um tumulto gerado na Rua Arthur Correia de Araújo (a conhecida Rua 4), do bairro São Cristóvão, em Santa Cruz do Capibaribe.
Tudo começou ainda à noite, quando populares chegaram a delegacia local, relatando que viram dois suspeitos em cima da laje de uma igreja da rua citada, onde os mesmos estariam portando armas de fogo.
Com a polícia militar acionada, diligências foram realizadas e que culminaram, de acordo com a polícia, na detenção de Ruanderson Neves da Silva (de 22 anos, de camisa azul)  e Mateus Lucena de Souza (de 23 anos, de camisa amarela). Com eles, foram apreendidos dois simulacros (imitações) de armas de fogo, sendo um de um fuzil e outro de um revólver.
Equipamentos ficaram apreendidos na delegacia.
As armas apreendidas eram do tipo em que se usa para a prática de airsoft (jogo desportivo onde os jogadores participam de simulações de operações policiais, militares ou de mera recreação com armas de pressão que atiram projéteis plásticos não letais, utilizando-se frequentemente de táticas militares).
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O mal-entendido e o descuido dos jovens

A polícia chegou a revelar que os dois poderiam estar articulando assaltos nas proximidades em que foram avistados, mas ao se ouvir ambos na delegacia, foi constatado que houve um mal-entendido por parte dos denunciantes.
Ainda de acordo com a polícia, após todos os procedimentos realizados, a versão alegada por ambos, de que estariam brincando (ou jogando airsoft) em cima da laje acabou sendo confirmada e que as suspeitas de que ambos estariam planejando um assalto eram infundadas.
Ambos não possuem passagens pela polícia e acabaram liberados, mas as armas ficaram apreendidas. Contra os mesmos foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Em entrevista concedida ao repórter Fernando Lagosta, Mateus falou sobre toda a situação.

“Amanhã mesmo vou pedir desculpas ao pessoal da igreja” e completou: “Somos praticantes de airsoft, um esporte. Temos um CT (centro de treinamento); temos tudo… Numa besteira, isso aconteceu. Demos trabalho a polícia, trabalho a muita gente e temos que nos retratar de todo jeito. Corremos um grande risco. O policial ainda atirou e, Deus me livre, como ele estava conversando com a gente… Se vissem a gente com as armas em punho, tinham atirado para matar. Eles não tinham como adivinhar (que as armas eram de brinquedo), já que estavam no escuro. Agora é ter mais cuidado” – disse Mateus.

 Contra os mesmos foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Confira a entrevista na íntegra:
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Fonte do Blog do Ney Lima.

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