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sábado, 8 de julho de 2017

Coluna do sabadão

   PSDB cai fora, DEM conspira
O jornal O Estado de São Paulo entrou em contato com os 513 deputados federais, por telefone, e-mail, mensagem ou pessoalmente. De acordo com o placar, 162 deputados são favoráveis à admissibilidade da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer e 57 são contrários. A maioria informou que não vai manifestar seu voto ou se declarou indecisa: 293.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, o parecer do relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) deve ser divulgado na próxima semana - o placar mostra que, dos 66 parlamentares do colegiado, 19 são favoráveis à aceitação da denúncia, sete são contrários, 32 não responderam e 8 se declaram indecisos. Para que o Supremo Tribunal Federal julgue a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer, a Câmara deve, antes, dar aval.
O processo é analisado na CCJ, que emite um parecer contrário ou favorável ao processo. Independentemente do resultado na CCJ, o caso é votado no plenário. Para que seja encaminhada ao STF, a denúncia precisa do apoio de dois terços da casa (342 votos). Enquanto o PSDB sinaliza que pulou do barco de Temer, o DEM dá sinais ainda de lealdade. Mas o que se diz nos bastidores é que tem muita gente do partido conspirando, porque na linha de sucessão, em caso de vacância do cargo, quem assume é Rodrigo Maia, principal liderança democrata.
O presidente, senador José Agripino (RN), diz que o partido mantém o apoio ao Governo e não vai "precipitar" um eventual afastamento do presidente Michel Temer. Segundo ele, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é o primeiro na linha sucessória da presidência da República, a legenda não vai "empurrar nenhuma solução" para a saída de Temer.
Agripino disse que, caso a denúncia seja aceita pela Câmara e Temer seja afastado, o DEM vai apenas seguir o que determina a Constituição e "manter seu compromisso com o País". Nesse caso, Maia assumiria o cargo por até 180 dias até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o caso. Se Temer for condenado, o democrata também é considerado o candidato o favorito em caso de eleição indireta.
DÁ PARA ACREDITAR?– O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou lealdade ao presidente Michel Temer (PMDB), no momento em que existe defesa de seu nome por aliados do PSDB e do seu partido como alternativa viável à crise que desestabiliza a posição do peemedebista na Presidência. "Eu aprendi em casa a ser leal, a ser correto e serei com o presidente Michel Temer sempre", disse o democrata, em Buenos Aires, ao participar do encerramento do Fórum de Relações Internacionais e Diplomacia Parlamentar.
Também investigado– O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha sucessória de Michel Temer (PMDB-SP), também é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Recaem sobre ele citações de delatores da Odebrecht sobre repasses, via caixa dois, nas eleições de 2008, 2010 e 2012. O valor total dado pela empreiteira, às margens da lei eleitoral, é de R$ 1 milhão, segundo relataram os colaboradores à Procuradoria-Geral da República. Nas planilhas do departamento de propinas da Odebrecht, Maia era identificado por ‘Botafogo’, time pelo qual torce. Somente com base nas delações da empreiteira, dois inquéritos tramitam no Supremo.
Zero preocupação– O presidente Michel Temer afirmou, ontem, após participar de agenda oficial na Alemanha, que acredita na lealdade o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Maia é o primeiro na linha sucessória e assumiria a Presidência da República em caso de queda de Temer. Essa situação pode ocorrer se a Câmara der prosseguimento à denúncia contra o presidente e o Supremo decidir pela condenação de Temer. "Acredito [na lealdade de Maia]. Ele só me dá provas de lealdade, o tempo todo", disse o presidente após ser questionado por jornalistas sobre o assunto. Sobre o PSDB, que está querendo cair fora, Temer disse: "Zero preocupação. O PSDB tem quatro ministérios, os ministros todos estão muito tranquilos, exercendo as suas funções. Ainda agora me ligaram todos, digamos assim, dando explicações, dizendo que essa fala, do senador Tasso, não condiz com aquilo que pensa o PSDB. Acho que não há esse problema".
Tucanos não se entendem - O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), saiu em defesa do presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), que foi criticado, ontem, pelo chanceler Aloysio Nunes por defender o desembarque dos tucanos no governo.  “O Tasso está verbalizando aquilo que pensa a maioria das bancadas no Senado e na Câmara. Isso vai na contramão do que o Aloysio está falando”, disse Tripoli ao Estado. Após Tasso dizer que o País “beira a ingovernabilidade”, o ministro das Relações Exteriores escreveu no Twitter que “nem Lula nem Dilma tiverem esse tratamento de nossa parte quando éramos oposição”.
Desemprego em massa– Em visita, ontem, ao blog, o presidente estadual do Sindicato dos Metalúrgicos, Henrique Gomes, disse que a crise que atinge o setor, agravada pelo panorama nacional, está provocando uma média de 700 demissões por mês no Estado. "No acumulado, são mais de 4,7 mil trabalhadores na rua da amargura", afirmou. O líder dos metalúrgicos veio acompanhado do superintendente regional do Trabalho, Geovane Freitas, que está promovendo, nos próximos dias, uma audiência pública com a classe política para discutir a situação da indústria naval no Estado. Henrique afirmou, em entrevista ao Frente a Frente, programa ancorado por este blogueiro e retransmitido pela Rede Nordeste de Rádio, que a categoria pensa também em promover uma grande manifestação pelas ruas do Recife para chamar a atenção do Governo Federal.
CURTAS
CANDIDATURA – A Igreja Assembleia de Deus - Ministério novas de Paz - em Jaboatão- decidiu lançar a candidatura do evangelista Ibineias Júnior, para tentar um mandato na Assembleia Legislativa. O radialista "IBI", como é conhecido, faz parte da equipe de comunicadores da Rede Novas de Paz de Comunicação que possui cinco emissoras de Rádio, sendo três na Região Metropolitana e duas no interior. O irmão "IBI" também é muito conhecido em São Lourenço da Mata, onde já atuou em rádios locais.
APOSTA NA QUEDA– O PMDB de Minas Gerais reuniu sua Executiva, ontem, para discutir a conjuntura política em meio à crise política que atinge Michel Temer. Durante a reunião, peemedebistas fizeram críticas ao governo, reclamando da ausência de um mineiro no primeiro escalão do ministério. O ex-governador Newton Cardoso subiu o tom, e disse que Temer "esnobou" Minas Gerais, "não terá votos" e "vai cair".
Perguntar não ofende: Temer confia em Maia da boca para fora? 

Fonte do Blog do Magno Martins.

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