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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Coluna da quarta-feira

  Eletrobrás se valoriza
O principal índice da B3 (antiga BM&FBovespa, a bolsa brasileira) operou em forte alta, ontem, chegando a bater o patamar de 70 mil pontos. Os papéis da Eletrobrás eram destaque de alta - o avanço chegou a quase 50% nos papéis ordinários, após o governo anunciar plano de vender o controle da estatal de energia elétrica, em movimento que pode gerar uma arrecadação de até R$ 20 bilhões para a União.
O Ibovespa subiu 2,16%, a 70.109 pontos. A última vez que o Ibovespa encerrou o dia acima dos 70 mil pontos foi em 19 de janeiro de 2011(70.058 pontos). O recorde histórico foi em 20 de maio de 2008, com 73.516 pontos. As ações ordinárias da Eletrobrás, que dão direito aos acionistas votos nas assembleias, subiram 47,7%. Já as ações preferenciais, que dão aos acionistas prioridades no recebimento dos lucros da empresa, avançavam 31,8%.
A Eletrobrás ganha R$ 9 bi em valor de mercado com disparada das ações. Na parcial do dia, o valor de mercado da estatal subiu para R$ 29,12 bilhões, ante R$ 20,17 bilhões no fechamento do pregão da véspera, segundo dados da provedora de informações financeiras.
O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, informou que a hidrelétrica de Itaipu, administrada pelo Brasil junto com o Paraguai, e a Eletronuclear, subsidiária à qual estão vinculados os projetos na área de energia nuclear, deverão ficar de fora da privatização da Eletrobrás. O ministro disse também que, com a privatização, as tarifas de energia podem cair no médio prazo para o consumidor.
De acordo com o ministro, a proposta de privatização vai ser entregue, hoje, para o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), órgão do Governo Michel Temer que trata de privatizações e concessões. O envio da proposta é um passo inicial do processo. Em nota a clientes, a equipe do Credit Suisse destaca que a proposta de perda de controle por aumento de capital não precisaria ser aprovada pelo Congresso, o que, em tese, facilitaria sua execução.
"A ideia de diluição de controle nos parece ser a mais viável, na situação de uma verdadeira tentativa de turnaround na empresa, já que as restrições de empresa estatal e os passivos históricos da companhia impedem uma gestão mais efetiva atual", escreveu a equipe do Credit Suisse em nota a clientes, de acordo com a Reuters.
"Nós acreditamos que o cenário em que o governo dilua sua fatia em 33 por cento e levante 20 bilhões de reais é um em que: todas as medidas propostas (especialmente as que tornam a empresa de capital privado, com melhor governança corporativa e corte de gastos) aumente o valor de mercado da Eletrobrás em mais de 100 por cento; e a Eletrobrás capte 20 bilhões de reais em uma oferta primária e pague a dívida de 20 bilhões de reais a bancos públicos. Após esse pagamento, os bancos pagariam dividendos ao governo federal", escreveram os analistas do BTG Pactual.
DE FORA– O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, informou, ontem, que a hidrelétrica de Itaipu, administrada pelo Brasil junto com o Paraguai, e a Eletronuclear, subsidiária à qual estão vinculados os projetos na área de energia nuclear, deverão ficar de fora da privatização da Eletrobrás. O ministro disse também que, com a privatização, as tarifas de energia podem cair no médio prazo para o consumidor. Fernando e auxiliares da pasta deram entrevista coletiva para dar detalhes sobre a privatização. A intenção é buscar uma solução para a crise financeira da empresa, diante da situação das contas públicas, que, segundo o Ministério, não dão "espaço para elevação de tarifas nem para aumento de encargos setoriais".
FEM da segurançaO deputado Aluísio Lessa (PSB) apresentou projeto destinando 10% dos recursos do FEM para a segurança pública. De acordo com o parlamentar, a medida visa fazer com que os municípios deem a sua parcela de contribuição no combate à violência. Ressalta que o Governo tem se reforçado isoladamente no combate à criminalidade e que esse quadro não pode persistir. Diante deste quadro, ele crê que os municípios podem ser parceiros, uma vez que destinem uma parte de seus recursos para a segurança pública, como prevê o seu projeto. O projeto prevê que as cidades que desejarem receber esse percentual precisam aderir ao pacto pela vida, programa que, há 10 anos, tem reduzido o número de homicídios no Estado.
Venda inócua– O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que os recursos financeiros com a venda da Eletrobrás não resolvem o problema fiscal do Governo pelo fato de não poderem ser inscritos como receita primária. “Usar recurso financeiro para pagar despesa primária só pode se fazer até limite do déficit”, afirmou. Ele repetiu que se ocorrer uma oferta de ações, os recursos ficarão disponíveis para a Eletrobrás. Se for venda de controle, os recursos irão para União. “Em qualquer das duas modalidades, não há efeito fiscal”, afirmou.
Distritão da polêmica– No “Fórum Estadão – Reforma Política em Debate”, evento promovido pelo jornal Estado de São Paulo, o distritão foi questionado até como uma transição, que valeria para 2018 e 2020. “Por que somos contrários ao distritão? Ele distancia o eleitor de seu representado e enfraquece os partidos políticos”, afirmou o cientista político Luiz Felipe d’Avila, diretor-presidente do Centro de Liderança Pública (CLP), parceiro do evento. Pelo modelo, são eleitos para o Legislativo os candidatos com mais votos em cada Estado, como é hoje na eleição de senadores e dos cargos do Executivo, como prefeitos, governadores e presidente.
Denunciados pelo MP - O Ministério Público Federal denunciou no âmbito da Operação Lava Jato o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, os publicitários pernambucanos André Gustavo e Antônio Carlos Vieira da Silva, o doleiro Álvaro Novis e os empresários Marcelo Odebrecht e Fernando Reis por corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, embaraço à investigação e organização criminosa. Bendine é acusado de exigir R$ 17 milhões em propinas da Odebrecht. Segundo a investigação, ele acabou recebendo R$ 3 milhões em três parcelas de R$ 1 milhão entre junho e julho de 2015 enquanto ocupava a Presidência da Petrobras. Em troca teria agido em defesa dos interesses da empreiteira. Bendine foi preso em 27 de julho na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato, junto aos publicitários pernambucanos, tidos como seus operadores.
CURTAS
DELAÇÃO– Após extensa negociação, o doleiro Lúcio Funaro, preso desde julho de 2016, fechou o acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato. O acordo foi assinado, ontem, na Procuradoria-Geral da República (PGR). Funaro é apontado pelas investigações como operador de supostos pagamentos de propina ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde outubro do ano passado.
AGRADECIMENTO– Aos que me enviaram felicitações pela passagem de mais um aniversário, hoje, agradeço desde já e retribuo que Deus os dê em dobro. As manifestações de carinho e apreço começaram a chegar desde a última segunda-feira. Muito obrigado pelas lembranças!
Perguntar não ofende: Quem se interessa pela falida Eletrobrás num País quebrado? 

Fonte do Blog do Magno Martins.

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