Na manhã de hoje, em entrevista ao programa Diário News, da rádio Santa Cruz FM, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Capibaribe, Valdir Oliveira, apresentou boas esperanças para um aquecimento da economia local no último trimestre de 2017.
Presidente de uma entidade que representa cerca de C600 associados, Valdir afirmou ter tido acesso a números que apontam que o desempenho do setor do comércio varejista em todo o estado de Pernambuco nos primeiros nove meses deste ano, superam o mesmo período dos anos de 2015 e 2016 e sua expectativa é de que as vendas de final de ano representem números favoráveis, se comparados com o mesmo período dos anos anteriores, mas também superiores ao próprio ano corrente, para que 2018 inicie com uma economia mais pacífica.
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| Valdir Oliveira, presidente da CDL Santa Cruz do Capibaribe (Foto: Blog Merece Destaque) |
Dois Natais
"Nós temos duas grandes épocas de vendagem no ano, que funcionam como 'dois natais', uma dela acontece em junho, outra no final do ano, entre os meses de novembro e dezembro, nossa economia é sazonal e esta é a época de vender, de ganhar dinheiro, tanto para os confeccionistas como para o setor de varejo", observou Valdir.
Real impacto dos indicadores positivos
Valdir Oliveira analisou que os indicadores econômicos, embora para os leigos aparentem ser pequenos, representam uma real diferença para os cofres das empresas. "Às vezes você está trabalhando no limite do ponto de equilíbrio entre despesas e receitas. Se você observar o período das principais feiras de Santa Cruz do Capibaribe, no final do ano, levando em consideração que cada pessoa que venha à cidade gaste em média 10 mil reais, o incremento na economia será de 10 milhões de reais, e um aumento, por exemplo, de 4%, é um aumento de 400 mil reais, isso falando a grosso modo, mas é uma maneira simples de representar estes números", explicou.
Impactos da crise econômica
Questionado sobre os efeitos da crise econômica no Polo de Confecções do Agreste, Valdir Oliveira acredita que a economia santa-cruzense tem uma realidade alternativa. "Nossa cidade tem um diferencial que acontece em virtude do nosso modelo de comercialização, nós entramos na crise por último e sairemos antes de outros lugares. Nosso produto local tem um valor agregado mais baixo, se comparado ao que é confeccionado em outras cidades, e inclusive é um produto de considerável qualidade", afirmou.
Diferenças entre o setor público e o privado
Para Valdir Oliveira, a economia dos setores público e privado é diferenciada, com vantagem para o segundo. "O setor privado consegue se sobressair de maneira diferente, criativa e mais rápida. O setor público passa por grandes dificuldades, justamente por causa dos agentes políticos que barganham verbas e emendas, diferente do empresário, que 'se vira' e consegue se sair melhor", observou.
Cobranças ao poder público
Em algumas cidades brasileiras, entidades como as Câmaras de Dirigentes Lojistas estão cobrando posicionamentos dos governantes sobre demandas pontuais, como a segurança, e neste sentido, Valdir lembrou que a CDL local não apenas efetua cobranças, como procura propor soluções. "Nós tentamos mostrar que a segurança é essencial para movimentar a economia e isso vai retornar para o poder público através dos encargos que são gerados pela venda dos produtos", disse.
Importância da formalização do comércio santa-cruzense
Conhecida por sua informalidade, a economia do município enfrenta dificuldades históricas para que os comerciantes busquem meios de vender seus produtos por meios legais, pagando os devidos tributos e podendo inclusive aumentar o volume de comercialização. Valdir Oliveira defendeu a busca constante pela formalização do comerciante
. "A formalização é essencial para quem quer crescer. Alguns comerciantes precisam de dinheiro para fomentar o seu negócio, mas não conseguem pela falta de formalidade. Os bancos só negociam, emprestam dinheiro e investem em comércios formais. Ser formalizado não é apenas pagar impostos, estando devidamente regularizado, você consegue emitir a nota fiscal e a sua mercadoria seguir tranquila, você consegue praticar preços diferenciados entre outras vantagens", garantiu.
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