Pernambuco unido contra o fechamento de agências bancárias no interior
A notícia já quase passa despercebida na leitura diária dos jornais e sites. Assaltantes explodem agência bancária em cidade do interior. Aconteceu na madrugada de ontem, mais uma vez, em Pernambuco. Em Moreilândia, no Sertão. Bandidos fortemente armados invadiram o município e explodiram um caixa eletrônico do Bradesco. Pelo menos duas pessoas foram feitas reféns durante a ação. Não bastasse o trauma de passar por uma situação do tipo, os cidadãos de Moreilândia, assim como muitos outros pernambucanos, ainda têm de arcar com os prejuízos do fechamento de agências bancárias no interior.
Sem ter onde sacar seu dinheiro para comprar o remédio ou pagar o mercadinho, o aposentado é o maior prejudicado porque tem de se deslocar até a cidade mais próxima para ter acesso a um banco. E muitos, infelizmente, têm sido vítimas de outra modalidade de assalto praticada por quadrilhas que estão se especializando em roubar velhinhos. Quem também é bastante penalizado é o comércio do município onde a agência é fechada. Qualquer serviço bancário tem que ser realizado a quilômetros de distância. Trava qualquer negócio e dificulta a logística de qualquer empresário.
Alia-se a isso o principal problema: a demora dos bancos – sejam públicos ou privados – em reabrir as agências danificadas por criminosos. Para fugir à responsabilidade, eles alegam de tudo: falta de dinheiro, problemas técnicos e operacionais. Isso quando os lucros de instituições como Banco do Brasil, por exemplo, só aumentam no comparativo com os anos anteriores. No final das contas quem paga é o povo.
Mas há uma luz no final do túnel. A problemática tem unido políticos de todas as colorações e bandeiras na busca de um objetivo comum. Do governador Paulo Câmara ao senador Fernando Bezerra Coelho, passando por deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores. Também pudera: a pauta está na ordem do dia, é urgente e precisa de união e força política para andar. Não tem outra saída a não ser pressionar, aqui e em Brasília, instituições como o Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e outros bancos. É uma grande oportunidade de se usar a política para o bem. Isso, claro, aliado ao reforço na segurança do interior. Só assim o povo pernambucano vai parar de penar.
IPUBI – Na contramão do fechamento de agências, Ipubi ganhou um novo estabelecimento do Banco do Brasil semana passada. A luta foi grande, mas o povo saiu ganhando graças à articulação do prefeito Chico Siqueira, do deputado federal Fernando Monteiro e do próprio governador Paulo Câmara. “Essa é uma vitória do povo de Ipubi”, comemorou Fernando. Que o exemplo do município do Araripe se replique em todo o estado.
PROJETO DE LEI – Em outra frente, o também deputado federal Severino Ninho trabalha para tornar lei um projeto que determina prazo para a reabertura de bancos danificados por vandalismos e explosões. O socialista foi relator da matéria de número 5.280/16. O relatório apresentado por Ninho, e aprovado, por unanimidade, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, determina que, sempre que o prazo de abertura for superior a 15 dias, o banco é obrigado a dispor de serviço provisório que ofereça, no mínimo, saque, depósito, pagamento e recebimento de salário.
Curtas
DISTRITAL MISTO – O Senado aprovou, ontem, por 40 votos favoráveis e 13 contra, dois PLs que estabelecem voto distrital misto para as eleições vereadores e deputados federais, estaduais e distritais. De autoria dos senadores José Serra (SP) e Eunício Oliveira (CE), as matérias seguem para a análise na Câmara Federal. Contudo, mesmo que os deputados aprovem as medidas, as novas regras não valerão para a eleição de 2018 porque, segundo a Constituição, qualquer alteração eleitoral precisa entrar em vigor um ano antes da eleição seguinte.
PENA REDUZIDA – O Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) diminuiu a pena de Eduardo Cunha para 14 anos e seis meses – ele havia sido condenado a 15 anos e quatro meses pelo juiz Sérgio Moro. Apesar de não ter havido unanimidade, os desembargadores decidiram ainda pelo cumprimento imediato da pena após o julgamento de prováveis embargos de declaração.
TEATRO – Cedido ao TER-PE em 2012, por meio de comodato, o anexo do Teatro Paulo Freire, no Centro do Paulista, será devolvido à administração municipal em até 90 dias. A novidade, que representa uma conquista para a classe artística da cidade, é o resultado de um pleito antigo do prefeito Junior Matuto junto ao órgão da Justiça Eleitoral. O gestor do Paulista, inclusive, esteve reunido, ontem, no Recife, com o presidente do TRE/PE, Luiz Carlos de Barros Figueiredo. Na ocasião, o desembargador atendeu à solicitação do prefeito e “bateu o martelo” sobre a devolução do imóvel.
Perguntar não ofende: Vai durar até quando o jogo de prende e solta da turma de Jorge Picciani no Rio de Janeiro?
Do : Magno Martins.
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