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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Coluna da sexta-feira

O fator Luciano Huck
Começou como uma mera especulação, mas a candidatura do apresentador Luciano Huck à Presidência da República, em 2018, ganha a cada dia ares de realidade. Os entusiastas de um “outsider” (candidato de fora do cenário político) se alvoroçaram, ontem, nas redes sociais com o resultado de uma pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, que apontou um salto de 17 pontos percentuais na aprovação do apresentador desde setembro, saindo de 43% para 60%. Em contrapartida, sua desaprovação caiu de 40% para 32% no mesmo período.
O levantamento trouxe o marido de Angélica com a melhor aprovação entre os 22 nomes analisados, sendo dos mundos político e Jurídico. Apesar de não ser uma pesquisa de intenção de votos, o estudo mediu a satisfação momentânea do brasileiro com os cotados para liderar o País a partir de janeiro de 2019. E o fator Luciano Huck é uma variável que tende a crescer e pode mexer na polarização Lula-Bolsonaro que se desenha atualmente.
O global, que tem dado sinais de que quer concorrer, pode angariar o apoio de um eleitor mais ao centro, que não aderiu a Bolsonaro, mas também não quer Lula de novo. Ele “comeria o cartão” de Geraldo Alckmin e João Doria, tucanos que tentam se posicionar nesse segmento do eleitorado para largar com chances de vencer o pleito em um provável segundo turno. Há ainda as incógnitas Marina Silva e Ciro Gomes para se contabilizar nesse jogo.
Caso se lance na corrida pelo Planalto, Luciano Huck é que seria o Trump brasileiro, e não Bolsonaro. Alguém que nunca disputou cargo público, egresso do mundo do entretenimento, que entra numa disputa para “salvar o País” em tempos de crise. Claro que a avaliação aqui é apenas comparativa. Huck não é Trump; nem muito menos o contrário. O fato é que existem semelhanças. Se o apresentador do Caldeirão vai se viabilizar, ainda é cedo para dizer, mas que seu desempenho acendeu a luz de alerta dos concorrentes, acendeu. 
LOGOTIPO DA GLOBO NA TESTA – Vivo que só ele, o ex-presidente Lula já ensaia o discurso para um eventual embate tendo Luciano Huck como adversário. O petista afirmou que quer disputar contra “alguém com o logotipo da Globo na testa”; apostando no desgaste crescente da maior emissora do País em dias de redes sociais e YouTube. “Quero ver o que essa gente pensa e vai propor para o Brasil”, disse Lula, que não acredita em um “outsider”.
LASTRO – Restaria, nesta equação, o partido pela qual Luciano Huck concorreria. O global tem simpatia pelo PSDB, tendo apoiado a candidatura de Aécio Neves ao Planalto em 2014. O problema é que os tucanos já têm dois pré-candidatos: Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, que parece ser o nome, e o prefeito da capital paulista, João Doria, cujo voo presidencial pode nem decolar. Correndo por fora, quem pode dar o lastro necessário a Huck é o grupo Agora!, que quer reunir propostas de políticas públicas que juntem tanto esquerdistas quanto liberais.
FORO PRIVILEGIADO – O julgamento no STF que pode levar à restrição do foro privilegiado para congressistas foi interrompido ontem, após um pedido de vistas do ministro Dias Toffoli. O placar está 7X0 para a aplicação das restrições a deputados e senadores. A maioria dos ministros acompanhou o relator Luís Roberto Barroso. Para Barroso, só teriam direito a foro privilegiado políticos acusados por crimes cometidos no exercício do mandato e que também tenham relação com o cargo ocupado. O caso já havia sido interrompido quase seis meses antes, desta vez por um pedido de vistas do ministro Alexandre Moraes.
SEM CRÉDITO NA PRAÇA – Pré-candidato ao Governo do Estado (só Deus sabe até quando), o tucano Elias Gomes pode ter muita dificuldade para bancar sua improvável campanha. O ex-prefeito de Jaboatão não honrou seu saldo devedor referente às campanhas de 2016, quando bancou o socialista Heraldo Selva na sua sucessão, e, pasmem, de 2014, quando foi o avalista do filho, Betinho Gomes, que disputou com sucesso vaga na Câmara Federal. Parece que Elias tem mais dívidas do que ex-mulheres.
Curtas
PARECER – O processo de privatização da Eletrobras e suas empresas subsidiárias e controladas pode ser submetido à consulta popular por meio de convocação de referendo. Esta é a proposta do Projeto de Decreto Legislativo Nº 948, de 2001, em tramitação na Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, e que teve o parecer favorável do relator, o deputado Danilo Cabral (PSB). Originário do Senado Federal, o projeto condiciona a desestatização da Eletrobras à aprovação da proposta pela população.
BARRAGENS – O vereador Iran Severo, de Ouricuri, comemora a construção de sete barragens no município, viabilizadas a partir da sua articulação junto com o deputado federal Fernando Monteiro, de quem o parlamentar é aliado. "É uma ação importante. Nós conseguimos as obras e o povo de Ouricuri é quem sai beneficiado", comemora o vereador, que tem forte atuação no município.
POSSE – O governador Paulo Câmara empossa, hoje, às 17h, em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas, o novo secretário de Desenvolvimento Social de Pernambuco, Cloves Benevides, que exercia a Diretoria de Articulação e Projetos do Ministério da Justiça. Cloves (39 anos) é natural de Belo Horizonte, tem atuação marcada como gestor de Políticas Públicas e projetos sociais. O novo secretário é uma indicação do deputado federal Eduardo da Fonte, que preside o PP em Pernambuco.
Perguntar não ofende: Na Black Friday da política, tem aliado cobrando metade do valor pelo apoio?
Do Magno Martins

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