Após ser eliminado na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro e não conquistar uma vaga para a edição de 2024, o Santa Cruz Futebol Clube enfrenta um cenário desafiador no próximo ano. O clube pernambucano dependia do acesso do Retrô para garantir um calendário nacional, mas com a eliminação da equipe nas oitavas de final, o pesadelo se concretizou. O Tricolor só terá competições pelo Campeonato Pernambucano e a pré-Copa do Nordeste, o que restringirá significativamente o número de partidas na temporada.
O Santa Cruz se junta a uma lista de clubes tradicionais que já passaram por situações semelhantes. O CSA, por exemplo, vivenciou anos sem competições fora do âmbito local em 2011 e 2015. No Norte, o Remo também teve temporadas sem calendário nacional em 2011, além de 2009 e 2013, quando jogou a Copa do Brasil. O Joinville, campeão da Série C em 2011 e da Série B em 2014, enfrenta um cenário similar, enquanto o Paraná lida com a ausência na Série D e a segunda divisão do Campeonato Paranaense.
A Portuguesa, que já conquistou títulos expressivos no passado, também está sem divisão desde 2021 e busca um retorno através da Copa Paulista. Caso o formato atual do Campeonato Pernambucano se mantenha, o Santa Cruz terá apenas 13 jogos garantidos em 2024, o que ressalta a importância de avançar na pré-Copa do Nordeste e no Estadual para ampliar a quantidade de partidas.
Em 2023, o Santa Cruz entrou em campo 39 vezes, alcançando um aproveitamento de 47%, com 13 vitórias, 16 empates e 10 derrotas. O desafio agora é enfrentar as limitações do calendário e trabalhar para superar as adversidades na próxima temporada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário