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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Senado instala CPI do Crime Organizado

 

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Comissão terá 120 dias para elaborar diagnóstico nacional sobre facções criminosas e milícias

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi oficialmente instalada nesta terça-feira (4) no Senado Federal. Em sua primeira reunião, o colegiado aprovou uma série de convites para ministros de Estado, governadores e especialistas em segurança pública, além de requerimentos para a obtenção de informações junto a órgãos federais.

Os pedidos foram apresentados pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que solicitou que os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e José Múcio Monteiro (Defesa) compareçam à comissão, juntamente com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Corrêa, entre outros representantes da área de segurança do governo federal.

A CPI terá um prazo de 120 dias para produzir um diagnóstico detalhado sobre o crime organizado no Brasil e propor medidas legislativas e administrativas voltadas ao combate de facções criminosas e milícias.

Também foi aprovado um requerimento de urgência para acelerar na Câmara dos Deputados a tramitação de projetos sobre segurança pública já aprovados no Senado.

Governadores e estados convidados

O relator propôs ainda o convite a 11 governadores e seus respectivos secretários de Segurança, selecionados com base nos indicadores nacionais de violência. Foram incluídos representantes de estados classificados como menos seguros, Amapá, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas — e de estados considerados mais seguros, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Rio de Janeiro e São Paulo também foram incluídos, por serem as bases originais das principais facções criminosas do país, conforme justificou Alessandro Vieira.

Especialistas e jornalistas investigativos

A CPI aprovou ainda convites para especialistas em segurança pública e profissionais de comunicação com atuação reconhecida na cobertura de temas relacionados ao crime organizado. Entre os nomes citados estão o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo; Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e os pesquisadores Joana da Costa Martins Monteiro e Leandro Piquet Carneiro.

Na área da imprensa, foram convidados os jornalistas Josmar Jozino (UOL)Rafael Soares (O Globo)Cecília Olliveira (Instituto Fogo Cruzado)Bruno Paes Manso (USP)Allan de Abreu (Revista Piauí) e Rodrigo Pimentel, ex-oficial do Bope e consultor em segurança pública.

Solicitação de informações

Por fim, o relator apresentou requerimentos aos ministérios da Justiça e da Defesa solicitando relatórios de inteligência sobre facções criminosas, milícias e controle de armas.

“Nós falamos aqui várias vezes, ao longo dos últimos sete anos, da dificuldade que nós temos para identificar e rastrear armas de fogo e munições no Brasil”, destacou Alessandro Vieira, ao justificar os pedidos de informação.

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