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| Foto: Divulgação |
Neuralink, fundada em 2016 por Musk, visa permitir que pessoas controlem dispositivos digitais através de um microchip implantado no cérebro. O foco inicial da tecnologia é ajudar pacientes com condições neurológicas severas, como Parkinson e Alzheimer, a se comunicarem e recuperarem sua independência. No entanto, Musk também sugere a possibilidade de que essa tecnologia possa eventualmente mesclar a consciência humana com a inteligência artificial.
Musk detalhou que a implantação dos chips será simplificada e quase totalmente automatizada em 2026. O chip, que tem o tamanho de uma moeda, possui uma série de fios finos que se conectam ao cérebro do paciente. O novo método permitirá que os fios atravessem a dura-máter, a membrana protetora do cérebro, sem a necessidade de remoção dessa camada, o que representa um grande avanço no procedimento cirúrgico.
A Neuralink começou os testes em humanos em 2024, após responder a preocupações de segurança levantadas pela FDA, que inicialmente rejeitou seu pedido em 2022. Até setembro, 12 pessoas com paralisia severa receberam os implantes e estão utilizando a tecnologia para controlar ferramentas digitais e físicas com o pensamento.
Recentemente, a empresa arrecadou US$ 650 milhões em uma rodada de financiamento Série E, com a participação de investidores como ARK Invest e Sequoia Capital. Este investimento será crucial para expandir a tecnologia e alcançar mais pessoas com necessidades médicas não atendidas. Musk mencionou que a Neuralink poderia ter mais de mil pacientes com implantes até 2026, o que demonstra a ambição da empresa em revolucionar a interação entre humanos e máquinas.

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