Pequeno município paraibano gastou cerca de R$ 2,5 milhões em festividades, mas cachê de R$ 1,3 milhão levanta questionamentos sobre prioridade no uso de recursos públicos.
Com pouco mais de 1.800 habitantes, o município de Coxixola decidiu investir alto nas comemorações de sua emancipação política. O problema é que o tamanho da festa chamou atenção — e, principalmente, o valor da conta.
O Ministério Público de Contas da Paraíba solicitou ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba a suspensão imediata dos pagamentos relacionados ao evento. O pedido foi motivado por indícios de desproporcionalidade nos gastos públicos previstos para a celebração.
No centro da controvérsia está o cachê de R$ 1,3 milhão do cantor Wesley Safadão, uma das principais atrações anunciadas. Somados outros custos, a festa pode chegar a aproximadamente R$ 2,5 milhões.
Para o MPC-PB, o valor não condiz com a realidade financeira do município, que depende majoritariamente de repasses do Fundo de Participação dos Municípios para manter suas contas em dia. O órgão classificou o gasto como “desproporcional”, destacando o risco de comprometimento das finanças públicas.
A situação reacende um debate recorrente em cidades de pequeno porte: até que ponto eventos festivos podem justificar investimentos elevados com recursos públicos, especialmente em localidades com limitações orçamentárias.
Enquanto o caso aguarda análise do TCE-PB, a população e gestores locais vivem a expectativa de uma definição. A dúvida que paira é direta — e incômoda: a festa vai acontecer como planejado ou o município poderá enfrentar dificuldades financeiras depois que o palco for desmontado?

Isso e um absurdo o ministério público tem que investigar mesmos
ResponderExcluir