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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Acidente na BR-423: laudo da PRF aponta excesso de velocidade como principal causa de tragédia com 17 mortes


 Com base em relatório técnico obtido pelo g1 Caruaru, investigação detalha fatores que contribuíram para o acidente ocorrido em Saloá, no Agreste de Pernambuco.

Um laudo técnico da Polícia Rodoviária Federal (PRF) concluiu que o excesso de velocidade foi o fator determinante para o grave acidente envolvendo um ônibus que deixou 17 mortos em outubro de 2025, na BR-423, no trecho da Serra dos Ventos, em Saloá, no Agreste de Pernambuco. O veículo havia saído de Santa Cruz do Capibaribe com destino ao estado da Bahia.

De acordo com o documento, o ônibus trafegava a aproximadamente 90 km/h em um trecho de descida com curva acentuada, onde a velocidade considerada segura seria de até 60 km/h. A condição teria impossibilitado o controle adequado da direção, contribuindo diretamente para a perda de estabilidade do veículo.

Além da velocidade incompatível com a via, o laudo também aponta outros fatores que colaboraram para a ocorrência do sinistro, como falhas na sinalização da rodovia e possível fadiga do motorista. As conclusões foram obtidas a partir de análises técnicas realizadas no local do acidente, dados extraídos do tacógrafo e inspeção do veículo envolvido.

Segundo o chefe de Policiamento e Fiscalização da PRF em Garanhuns, Luciano Holanda, embora o excesso de velocidade tenha sido o principal fator identificado, ainda não há esclarecimento sobre as razões que levaram o condutor a trafegar acima do limite permitido.

“O excesso de velocidade foi sim o fator preponderante para ocorrência. Porém, as razões pelas quais o condutor empregava a velocidade acima do limite não são conhecidas pela PRF. Esse documento não tem o objetivo de identificar os culpados e sim as causas do acidente. Após a conclusão da investigação da Polícia Civil, serão dadas as medidas necessárias”, afirmou.

Sinalização considerada inadequada

A perícia administrativa também destacou problemas na sinalização do trecho rural da rodovia. Segundo o relatório, a única placa indicando limite de velocidade estava situada em área urbana, sem validade para o ponto exato onde ocorreu o acidente.

Além disso, a marcação no asfalto que indicava o limite de 50 km/h apresentava desgaste significativo, o que dificultava sua visualização, especialmente durante o período noturno. Esses fatores, segundo o laudo, podem ter contribuído para a redução da percepção de risco por parte dos motoristas que trafegam na região.

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