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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Eleições em Pernambuco 2026: disputa se aperta e cenário deixa favoritismo mais competitivo


 Levantamentos da Genial/Quaest mostram redução da vantagem de João Campos e avanço de Raquel Lyra, redesenhando a dinâmica da corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

O cenário eleitoral de Pernambuco para 2026 passou por mudanças significativas com a comparação entre os dois últimos levantamentos da Genial/Quaest. Se em um primeiro momento o prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparecia com ampla vantagem, os números mais recentes indicam uma redução importante dessa diferença, tornando a disputa mais equilibrada.

Na pesquisa divulgada em agosto de 2025, João Campos registrava 55% das intenções de voto. A governadora Raquel Lyra (PSD) aparecia com 24%, seguida por Gilson Machado, com 6%, e Eduardo Moura (Novo), então pré-candidato a deputado federal, com 4%. Na ocasião, 4% dos entrevistados estavam indecisos e 7% declararam voto branco ou nulo.

Já no levantamento de abril de 2026, o cenário apresenta mudanças relevantes. João Campos aparece com 42%, enquanto Raquel Lyra sobe para 34%. Eduardo Moura registra 3% e Ivan Moraes (PSOL) surge com 1%. Os indecisos passam a 11% e brancos/nulos chegam a 9%.

A comparação entre os dois momentos indica uma queda de 13 pontos percentuais para João Campos e um crescimento de 10 pontos para Raquel Lyra. Com isso, a distância entre os dois principais nomes recua de 31 para 8 pontos, alterando de forma significativa o grau de competitividade da disputa.

Analistas políticos observam ainda a redistribuição dos votos de candidatos com menor desempenho. Eduardo Moura apresenta leve variação negativa, passando de 4% para 3%, mantendo presença, mas sem expansão. Como sua atuação está voltada ao campo oposicionista e com foco na disputa por uma vaga na Câmara Federal, parte desse eleitorado tende a migrar para candidaturas consideradas mais competitivas no cenário estadual.

Nesse contexto, Raquel Lyra surge como uma das principais beneficiárias potenciais dessa movimentação, embora parte dos eleitores também possa ter migrado para indecisão ou outras opções. Trata-se, porém, de uma leitura analítica, sem indicar transferência automática de votos.

Outro ponto que chama atenção no levantamento é o surgimento de Ivan Moraes (PSOL) com 1%, indicando a existência de um segmento do eleitorado mais alinhado à esquerda que não permanece integralmente consolidado em torno de João Campos.

Apesar das oscilações, João Campos mantém a liderança e um capital político expressivo. Raquel Lyra, por sua vez, entra em um patamar de competitividade mais direto, passando a disputar de forma mais equilibrada a narrativa da corrida eleitoral.

Com a redução da distância entre os principais nomes, o cenário deixa de ser de vantagem consolidada e passa a ser interpretado como uma disputa em aberto. Caso as tendências se confirmem nas próximas pesquisas, Pernambuco pode assistir a uma das eleições estaduais mais disputadas do ciclo de 2026.

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