Reservatório ultrapassa 3% da capacidade e sistema de abastecimento deixa de depender de bombas flutuantes emergenciais.
Após semanas de preocupação com o baixo nível da barragem de Jucazinho, o sistema de captação de água voltou a operar de forma convencional. Há cerca de três dias, a retirada da água passou a ocorrer por gravidade, sem a necessidade do uso de bombas flutuantes instaladas durante o período mais crítico da estiagem.
Atualmente, o reservatório está com 3,41% de sua capacidade total, o equivalente a aproximadamente 6,98 milhões de metros cúbicos de água. O índice representa uma melhora gradual no cenário hídrico da região, impulsionada pelas chuvas registradas nas últimas semanas.
Durante a fase mais delicada da crise, o abastecimento dependia de bombas flutuantes, equipamentos emergenciais utilizados para captar água em níveis mais profundos do manancial. Com a recuperação parcial do volume armazenado, o sistema voltou a funcionar naturalmente, garantindo maior estabilidade operacional.
Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o chamado “volume morto” corresponde à reserva de água localizada abaixo do nível normal de captação. Trata-se de uma reserva técnica utilizada apenas em situações extremas de escassez hídrica, quando o reservatório atinge níveis críticos.
Apesar da recuperação registrada nos últimos dias, a situação da barragem ainda inspira atenção. O percentual atual continua sendo considerado baixo, e o monitoramento do reservatório segue constante por parte dos órgãos responsáveis.
A barragem de Jucazinho é uma das principais fontes de abastecimento do Agreste pernambucano, atendendo diversos municípios da região. O aumento no volume traz alívio momentâneo para a população e para o sistema de distribuição de água, embora especialistas reforcem a importância do uso consciente e da continuidade das chuvas para garantir a segurança hídrica nos próximos meses.

Nenhum comentário:
Postar um comentário