Uma cabo da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) foi afastada das atividades operacionais e passou a responder a um conselho disciplinar após ser investigada por suspeita de furtar objetos pessoais e utilizar cartões bancários pertencentes a outra policial militar.
O caso ocorreu no 9º Batalhão da PM, localizado em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, e está sendo apurado pela Corregedoria da corporação com base em investigação realizada pela Polícia Civil.
De acordo com os autos do inquérito, o episódio teria ocorrido em 22 de dezembro de 2025, quando a suspeita e a vítima estavam de serviço e dividiam o mesmo alojamento feminino da unidade. A policial que registrou a ocorrência informou ter percebido o desaparecimento da carteira funcional e dos cartões bancários enquanto se preparava para retornar a Maceió.
Segundo o relato, os pertences ficaram sem supervisão apenas durante o horário de almoço e em um breve período de descanso no alojamento, que não possuía armários individuais para armazenamento de objetos pessoais.
Poucas horas depois, a vítima recebeu notificações bancárias indicando a realização de três transações em seu cartão de débito, nos valores de R$ 120, R$ 150 e R$ 180, sem sua autorização.
As investigações apontaram que os pagamentos teriam sido direcionados para uma conta vinculada à plataforma Infinite Pay. Conforme o inquérito, o aprofundamento das diligências identificou conexões entre um dos e-mails cadastrados na conta utilizada e a policial investigada. Também foram encontrados vínculos entre o endereço eletrônico, um número de telefone com DDD de Alagoas e uma chave Pix atribuída à suspeita.
Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou, em 20 de maio deste ano, um conselho de disciplina para avaliar a permanência da cabo nos quadros da corporação. O procedimento poderá resultar em sanções administrativas, incluindo a exclusão da militar da instituição.
A PM também comunicou que a policial foi afastada do serviço ativo após registrar ausência injustificada ao trabalho, situação enquadrada administrativamente como deserção. Enquanto permanecer nessa condição, ela não terá direito à remuneração.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.

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