A ativista pelos direitos das mulheres e pré-candidata a deputada estadual Helloysa Ferreira lançou, neste mês, o movimento “Rota DEAM”, iniciativa que busca fiscalizar, denunciar e cobrar o funcionamento 24 horas das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) em Pernambuco.
A mobilização teve início após visitas e verificações realizadas em unidades do interior do estado. Durante uma dessas ações, no município de Surubim, Helloysa afirmou ter constatado que a delegacia estava fechada fora do horário comercial. A situação, segundo ela, motivou a criação do movimento.
“Não é só construir. É fazer funcionar”, afirmou a ativista ao denunciar o caso e apresentar a proposta da “Rota DEAM”.
A iniciativa prevê a realização de visitas a diferentes municípios pernambucanos, com o objetivo de verificar presencialmente as condições e os horários de funcionamento das unidades especializadas. O movimento também pretende receber relatos e denúncias da população sobre dificuldades encontradas no acesso ao atendimento.
Segundo a proposta apresentada por Helloysa, a fiscalização busca chamar atenção para a realidade enfrentada por mulheres que precisam recorrer às autoridades em situações de violência, especialmente durante a noite, nos fins de semana e em feriados.
Abaixo-assinado cobra atendimento ininterrupto
Além das ações de fiscalização, Helloysa Ferreira também lançou um abaixo-assinado público para cobrar do Governo de Pernambuco a garantia do funcionamento ininterrupto das DEAMs.
No documento, a iniciativa destaca que mulheres vítimas de violência doméstica podem enfrentar obstáculos para buscar atendimento fora do horário comercial. Para o movimento, a ausência de atendimento especializado nesses períodos pode dificultar o acesso à proteção e à orientação em situações de urgência.
A “Rota DEAM” pretende, portanto, ampliar o debate sobre a estrutura e o funcionamento das delegacias especializadas em Pernambuco, levando a discussão para diferentes municípios e cobrando respostas do poder público.
A proposta coloca em evidência uma questão central no enfrentamento à violência contra a mulher: não basta garantir a existência física das unidades; é necessário assegurar que elas estejam disponíveis quando a vítima precisar de atendimento.

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