Às vésperas das eleições de 2026, diferentes operações da Polícia Federal resultaram na apreensão ou localização de pelo menos R$ 6,79 milhões em dinheiro vivo entre os dias 14 e 22 de setembro. Os casos ocorreram em estados como Santa Catarina, Acre, Pará, Amazonas e Rio de Janeiro e envolvem investigações distintas.
Os valores foram encontrados em diferentes circunstâncias, incluindo saques bancários, bolsas, mochilas e outros locais. As investigações ainda estão em andamento e, nos casos citados, a apreensão dos recursos não significa, por si só, comprovação de irregularidade por parte dos investigados.
Santa Catarina: R$ 500 mil
Em 22 de setembro, em Florianópolis (SC), a PF apreendeu R$ 500 mil em espécie que estavam em poder do deputado estadual e candidato à reeleição Marcos Vieira (PSDB). Segundo a corporação, o dinheiro havia sido previamente reservado para saque, e a origem, a destinação e eventual relação com irregularidades eleitorais serão investigadas.
Acre: cerca de R$ 1 milhão
Também em 22 de setembro, as operações Ptolomeu IV e Umbra, deflagradas no Acre, localizaram aproximadamente R$ 1 milhão em espécie. De acordo com a Polícia Federal, as investigações envolvem suspeitas relacionadas a contratos públicos, possível desvio de recursos, corrupção, lavagem de dinheiro e embaraço às investigações.
O ex-governador e candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) aparece entre os alvos da Operação Ptolomeu IV, segundo informações divulgadas sobre a ação.
Pará: R$ 2,5 milhões
Em 16 de setembro, a PF apreendeu R$ 2,5 milhões em espécie em Belém, depois que o dinheiro foi retirado de uma agência bancária. Segundo a própria Polícia Federal, a investigação apura a possível origem dos recursos em desvios de dinheiro público e eventual utilização para financiamento irregular de campanha.
Reportagens relacionaram a investigação aos candidatos João Coelho (PDT) e Adriano Coelho (MDB). A apuração, contudo, ainda está em andamento.
Amazonas: quase R$ 1 milhão
Ainda em 16 de setembro, uma operação realizada no Amazonas resultou, segundo as informações do caso, na apreensão de aproximadamente R$ 990,5 mil, além de valores em moedas estrangeiras. A investigação envolve suspeitas de corrupção, fraudes em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro.
Pará: Operação Sonar apreendeu R$ 1,2 milhão
No dia 15 de setembro, a Operação Sonar, realizada pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), apreendeu R$ 1,2 milhão em espécie com um investigado em Belém. A PF informou que o dinheiro estava sem comprovação de origem lícita.
A operação apura suspeitas de desvio de recursos públicos, exigência de vantagens indevidas, direcionamento de contratos e lavagem de capitais envolvendo uma empresa pública federal.
Rio de Janeiro: R$ 600 mil
Em 14 de setembro, durante uma ação contra crimes eleitorais em Niterói (RJ), a Polícia Federal apreendeu R$ 600 mil em espécie, além de documentos e planilhas. A corporação informou que investiga a origem e a destinação do dinheiro.
Posteriormente, o valor foi identificado como estando em posse de Priscila Santos, filha da deputada federal Soraya Santos (PL). A defesa afirmou que o dinheiro pertencia a uma empresa da família e seria destinado ao pagamento de fornecedores, negando relação com campanha eleitoral.
Casos são investigados separadamente
Somados, os valores citados chegam a aproximadamente R$ 6,79 milhões em dinheiro vivo em um intervalo de nove dias. As operações, entretanto, não fazem parte de uma única investigação e possuem objetos distintos.
Em alguns casos, a PF apura especificamente possíveis crimes eleitorais; em outros, as investigações estão relacionadas a contratos públicos, corrupção, desvio de recursos ou lavagem de dinheiro. Até a conclusão dos procedimentos, eventuais responsabilidades individuais dependem do avanço das investigações e das decisões da Justiça.
Fonte: Polícia Federal e informações de veículos de imprensa.

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