O campo brasileiro é sustentado por duas grandes forças: o agronegócio e a agricultura familiar. Embora apresentem características distintas, ambos exercem papel estratégico no desenvolvimento econômico, social e alimentar do país.
O agronegócio representa um dos pilares da economia nacional, respondendo por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por aproximadamente 48% das exportações do país, segundo dados do CEPEA/USP. Com forte investimento em tecnologia, mecanização e produtividade, o setor coloca o Brasil entre os maiores produtores agrícolas do mundo.
Por outro lado, a agricultura familiar mantém sua relevância como base da produção de alimentos que chegam diariamente à mesa da população. De acordo com o IBGE, por meio do Censo Agropecuário, o segmento representa cerca de 77% dos estabelecimentos rurais brasileiros e concentra aproximadamente 67% da mão de obra no campo, sendo fundamental para a geração de emprego, renda e fortalecimento das economias locais.
No Agreste pernambucano, especialmente em Santa Cruz do Capibaribe e municípios vizinhos, a agricultura familiar segue desempenhando papel essencial no abastecimento das feiras livres, na manutenção das tradições rurais e na sustentabilidade das comunidades do interior.
Mais do que setores distintos, agronegócio e agricultura familiar se complementam. Enquanto o agro impulsiona a economia em escala nacional e internacional, a agricultura familiar garante segurança alimentar, inclusão social e desenvolvimento regional.
Valorizar o campo é reconhecer a importância de todos aqueles que, diariamente, produzem, geram oportunidades e ajudam a movimentar o Brasil.

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