Um levantamento detalhado realizado pelo jornalista Jamildo Melo, divulgado no portal Jamildo.com, traça um panorama atualizado da correlação de forças políticas entre os prefeitos de Pernambuco em relação à disputa pelo Governo do Estado em 2026.
Os dados mostram uma vantagem numérica significativa da governadora Raquel Lyra, que reúne o apoio de 113 prefeitos. Já o ex-prefeito do Recife João Campos contabiliza 35 apoios formais entre os gestores municipais consultados.
A força da máquina e o crescimento do PSD
O levantamento considerou 148 dos 184 prefeitos de Pernambuco e evidencia o papel central do PSD como principal base de sustentação política da governadora. A maior parte dos apoios a Raquel Lyra é composta por gestores que migraram para a legenda após sua filiação ao partido, reforçando o processo de consolidação partidária em torno do Palácio do Campo das Princesas.
Embora o número de aliados favoreça a governadora, analistas políticos observam que esse cenário também pode refletir o peso da estrutura administrativa estadual na articulação com os municípios — o chamado “efeito máquina”.
Por outro lado, João Campos mantém influência relevante em áreas estratégicas e de alta densidade populacional, como o Recife, além de municípios como Serra Talhada e Goiana, o que garante capilaridade política em regiões-chave do estado.
Cenário ainda em movimento e indefinições
O estudo também aponta que o cenário político permanece em fluxo contínuo. Até o último fim de semana, os números já haviam sofrido alterações, incluindo o retorno do prefeito Thiago de Miel (Xexéu) à base governista.
Entre os destaques do levantamento estão ainda:
Prefeitos indefinidos: 34 gestores ainda não declararam apoio ou optaram por não responder, incluindo nomes ligados ao PP e ao próprio PSD.
Terceira via sem tração: apesar da inclusão de lideranças como Ivan Moraes (PSOL) e Eduardo Moura (Novo) na sondagem, nenhum prefeito declarou apoio a alternativas fora do eixo principal entre PSD e PSB.
Leitura do cenário político
O levantamento reforça a leitura de que a disputa de 2026 em Pernambuco tende a ser marcada por forte polarização entre as duas principais lideranças estaduais, com vantagem numérica para a governadora no campo municipal, mas com contrapontos importantes em polos urbanos estratégicos.
Com movimentações partidárias ainda em curso e indefinições relevantes entre prefeitos, o quadro permanece aberto e sujeito a mudanças conforme se aproximam as articulações eleitorais mais decisivas.

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