O número de assaltos a ônibus no Grande Recife apresentou redução de 44% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) e do Consórcio Grande Recife.
De acordo com o levantamento oficial, foram registradas 168 ocorrências de assaltos a ônibus nos oito primeiros meses de 2026, contra 302 casos no mesmo período de 2025. Isso representa uma redução de 134 ocorrências.
Apesar da queda apontada pelos dados oficiais, os números divergem do levantamento realizado pelo Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco (Sintro-PE). A entidade contabilizou 442 assaltos a ônibus entre janeiro e agosto deste ano, número significativamente superior ao registrado pela SDS e pelo Consórcio Grande Recife.
Mesmo utilizando uma metodologia diferente, o sindicato também aponta redução nas ocorrências quando comparados os períodos de 2026 e 2025.
Média mensal também apresentou redução
Segundo os dados da SDS, a média mensal de assaltos caiu de 37 ocorrências por mês, entre janeiro e agosto de 2025, para 21 casos mensais no mesmo período de 2026.
Os números foram divulgados após um ano do início da parceria entre a Secretaria de Defesa Social e o Consórcio Grande Recife, criada com o objetivo de ampliar as ações de segurança no sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife.
O levantamento do Sintro-PE também contabilizou 1.372 ocorrências envolvendo trabalhadores do transporte coletivo no período. Além dos assaltos, a estatística da entidade inclui registros de violência física e violência verbal contra motoristas.
Força-Tarefa Coletivo
A parceria entre o Consórcio Grande Recife e a SDS resultou na criação da Força-Tarefa Coletivo, iniciativa voltada ao reforço da segurança no transporte público.
Entre as ações estão operações realizadas em Terminais Integrados com grande circulação de passageiros, além de medidas direcionadas à prevenção e ao combate aos crimes praticados no sistema de transporte coletivo.
A diferença entre os números apresentados pelas instituições demonstra que há metodologias distintas de contabilização das ocorrências. Enquanto os dados oficiais consideram os registros consolidados pela SDS e pelo Consórcio Grande Recife, o sindicato utiliza levantamentos próprios junto à categoria dos trabalhadores.

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