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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

PF apreende R$ 100 mil, celular e material de campanha com ex-prefeito de Mogeiro na Paraíba

A Polícia Federal apreendeu R$ 100 mil em espécie, o celular do ex-prefeito de Mogeiro, José Alberto Ferreira, além de materiais de campanha dos deputados Murilo Galdino (Republicanos) e João Paulo Segundo (Progressistas). A apreensão ocorreu durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na última segunda-feira (21), na BR-230, no município de Sobrado, na Paraíba.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, José Alberto estava em um veículo adesivado com propaganda política. Durante a fiscalização, os agentes encontraram, além do dinheiro e do aparelho celular, santinhos, bonés, camisetas e outros materiais de campanha, totalizando 301 unidades de material publicitário.

Inicialmente, o ex-prefeito teria informado aos policiais que transportava R$ 50 mil em espécie, valor que, segundo sua versão, seria proveniente da venda de camarões. Entretanto, durante a verificação, os agentes localizaram R$ 100 mil. Ainda de acordo com os relatos divulgados, José Alberto reconheceu que os envelopes continham uma quantia maior, mas manteve a explicação apresentada sobre a origem dos recursos.

Caso será investigado pela Polícia Federal

Conforme despacho da Polícia Federal citado pelas reportagens, não foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante contra José Alberto Ferreira, pois, naquele momento, não teriam sido identificados elementos suficientes para justificar a prisão em flagrante.

A PF deverá apurar a origem e a destinação do dinheiro, além de verificar se havia eventual relação entre os recursos transportados e atividades político-eleitorais. O despacho também menciona como elementos relevantes o dinheiro dividido em envelopes, a presença de materiais de propaganda de candidatos e o fato de a abordagem ter ocorrido durante o período eleitoral.

Os deputados Murilo Galdino e João Paulo Segundo, cujos materiais de campanha foram encontrados no veículo, afirmaram, segundo reportagens locais, que não haviam sido notificados sobre a apreensão e que tomaram conhecimento do caso por meio da imprensa. A defesa de José Alberto Ferreira não havia sido localizada para comentar o episódio.

Até o momento, a apreensão e a investigação não significam, por si só, comprovação de irregularidade ou crime por parte dos citados. O caso deverá ser esclarecido a partir da apuração das autoridades competentes.

 

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